Jovens carentes têm menos oportunidades de trabalho
Olá amigos da Obra Kolping do Brasil!
Infelizmente nesta postagem irei levantar uma realidade muito triste de nosso país.
Mas a Obra Kolping tem concentrado todos os seus esforços para mudá-la.
Felizmente com sucesso.
A Comissão Especial da Juventude comprovou, em seu relatório final, que atualmente são os jovens carentes que encontram maiores dificuldades no momento de conseguir um emprego.
O jovem carente, devido à baixa escolaridade, acaba sendo prejudicado em relação às políticas públicas para juventude voltadas ao primeiro emprego. Estas ações, na maioria das vezes, conseguem apenas capacitá-lo para o exercício de ocupações que exijam pouco conhecimento técnico-científico.
Já os filhos de famílias de classe média e alta tendem a ingressar no mercado de trabalho após a conclusão de curso superior e, em alguns casos, depois de terem concluído a pós-graduação. Estes jovens geralmente ocupam cargos com maior remuneração, acentuando ainda mais a concentração de renda no País.
O relatório mostrou também que o jovem, principalmente o carente, quando não está desempregado, exerce atividades precárias no mercado de trabalho, normalmente como assalariado sem carteira de trabalho registrada. Ele ressalta ainda que a legislação brasileira permite ao jovem, a partir de 14 anos, ingressar no mercado de trabalho como aprendiz, e aos 16 anos, como empregado, apesar do impedimento de realização de trabalho noturno, insalubre, perigoso ou penoso até os 18 anos.
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE (PNDA) de 2002, o número de jovens desocupados é de quase 5 milhões de pessoas, o que equivale a 45,93% da população desempregada.
Em relação ao desemprego juvenil nas grandes regiões, o relatório ressaltou que a região Norte respondia por 18,32%; o Nordeste por 17,13%; o Sudeste por 19,87%; o Sul por 13,45%; e o Centro-Oeste por 16,23%. A população afro-descendente jovem é a mais afetada pelo desemprego (52%).
Ao ler este relatório, o sentimento que veio à tona foi a certeza de que estamos indo pelo caminho certo. A certeza de que a Obra Kolping tem ajudado milhares de jovens carentes a se prepararem para o mundo do trabalho, dando-lhes condições de viver com dignidade.
Ao mesmo tempo, percebi que ainda temos muito a fazer. E com a sua ajuda, é justamente isso que faremos.
Juntos, nós podemos!
Até breve!

